No final da taça ANIMA 2009 em DH a opinião foi unânime que as coisas foram mais para o fracote em relação a 2008. Em evidência nas mesmas opiniões está a ausência de alguns atletas, a variedade dos percursos do calendário e algum cansaço e vontade de “passar o testemunho” por parte da organização.
Vamos por partes.
A entrada e saída de atletas por diversos motivos, é normal em qualquer modalidade, só que a saída de meia dúzia, assim de repente, num universo pequeno faz diferença e a ausência nota-se. Nota-se porque a saída não foi proporcional á entrada de novos praticantes, apesar do sucesso estrondoso de 2008.
Mesmo assim tivemos um campeonato muito competitivo, o “top ten” anda todo de segundo em segundo e os três primeiros por diversas vezes andaram separados por décimos. À vista desarmada anda tudo no mesmo patamar apenas o relógio no fim é que diz que afinal existe uma classificação. O Chico foi um merecido vencedor mantendo a cabeça fria, dando uso a toda a sua consistência e rapidez. O Carlos aplicou-se como nunca e teve o seu melhor ano de sempre, mas terá de aplicar-se pois o António revelou-se uma certeza sendo o downhiller que neste momento tem o futuro mais promissor em termos de rendimento. O António na minha opinião tem uma margem de progressão grande e provavelmente será campeão num futuro próximo. O mesmo posso dizer do Álvaro, já no passado o referi, este jovem tem um potencial brutal e dentro do seu escalão ninguém lhe toca, fez milagres com uma bike muito inferior à concorrência. Se continuar a ter aquela humildade que o caracteriza e vontade de aprender com os mais velhos, vai longe. Este ano também gostei de ver alguns juniores como o Nuno, bem como o João Machado e o Ricardo Lindo a correrem federados pela primeira vez. Do Rubén nem vou falar, porque não sei o que dizer. É uma pena ver um talento natural ...
Em termos de listas de inscritos posso apostar que no DHU que aí vem, a mesma vai crescer bastante. É a novidade e a proximidade que vão falar mais alto. Se houvesse DH na Batalha este ano, certamente teríamos a lista de inscritos dos últimos 10 anos, é perto toda gente anda lá com todo tipo de bikes, mas seria ridículo.
Assim passo ao tema seguinte; os percursos. Encontrar percursos não é tarefa fácil e abri-los e torná-los numa pista de DH torna o trabalho ainda mais difícil. Se pegar-mos no regulamento para as provas oficiais, ler-mos e olhar-mos para o que temos por ai, dificilmente encaixava-mos os nossos percursos, ou por falta de extensão, falta de zona de padoc, saltos…e por ai fora.
O típico trilho Açoriano, a descer, tem características muito próprias; single track técnico em pedra ou entre árvores, estradão rápido com lombas liso em terra ou pedra solta (excepto o Pico). Encontrar um misto entre os dois, com extensão, com zonas de gaps, é para esquecer porque não existe esta possibilidade física (com viabilidade), pelo menos em S. Miguel. Aqui faz-se um tipo de DH muito restrito em termos de linhas e opções. Por cá adquire-se as bases, quem quiser algo mais, terá de “esvoaçar”, fazer-se á estrada e ir para fora competir e treinar nos locais de excelência e com os riders de eleição.
A actual organização, mais uma vez, está de parabéns, conseguiu na minha opinião resolver os problemas que foram surgindo de uma maneira muito profissional, embora reconheça que já exista cansaço. Contudo acho que o DH é a disciplina do ciclismo onde se sentem mais á vontade e descontraidos (no bom sentido). Para isto contribui o grande conhecimento pessoal entre todos os intervenientes, a amizade e o respeito que tem havido desde sempre. Não nos podemos esquecer que o DH regional é uma família unida e foi um disciplina que, principalmente, desde 2006 meteu no ciclismo muita gente jovem. Estou convencido, que será no futuro a modalidade preferida dos actuais miúdos dos escalões de formação das escolas de ciclismo. Por isso, a modalidade irá continuar a existir e nunca deverá ser menosprezada e diminuída no panorama actual. Em termos de futuras organizações acho que não devem ser os mais “velhos” a avançar, estes sim devem dar espaço e incentivar os mais novos. Actualmente temos eventos organizados por jovens de grande sucesso (DHU). Quem tem a capacidade de bater ás portas e colocar de pé eventos de âmbito nacional, está mais que apto ou aptos a organizar qualquer taça regional de DH. São novos, criativos trazem novas dinâmicas, novas ideias e isto é o fundamental para evolução de qualquer actividade.
Vamos por partes.A entrada e saída de atletas por diversos motivos, é normal em qualquer modalidade, só que a saída de meia dúzia, assim de repente, num universo pequeno faz diferença e a ausência nota-se. Nota-se porque a saída não foi proporcional á entrada de novos praticantes, apesar do sucesso estrondoso de 2008.
Mesmo assim tivemos um campeonato muito competitivo, o “top ten” anda todo de segundo em segundo e os três primeiros por diversas vezes andaram separados por décimos. À vista desarmada anda tudo no mesmo patamar apenas o relógio no fim é que diz que afinal existe uma classificação. O Chico foi um merecido vencedor mantendo a cabeça fria, dando uso a toda a sua consistência e rapidez. O Carlos aplicou-se como nunca e teve o seu melhor ano de sempre, mas terá de aplicar-se pois o António revelou-se uma certeza sendo o downhiller que neste momento tem o futuro mais promissor em termos de rendimento. O António na minha opinião tem uma margem de progressão grande e provavelmente será campeão num futuro próximo. O mesmo posso dizer do Álvaro, já no passado o referi, este jovem tem um potencial brutal e dentro do seu escalão ninguém lhe toca, fez milagres com uma bike muito inferior à concorrência. Se continuar a ter aquela humildade que o caracteriza e vontade de aprender com os mais velhos, vai longe. Este ano também gostei de ver alguns juniores como o Nuno, bem como o João Machado e o Ricardo Lindo a correrem federados pela primeira vez. Do Rubén nem vou falar, porque não sei o que dizer. É uma pena ver um talento natural ...
Em termos de listas de inscritos posso apostar que no DHU que aí vem, a mesma vai crescer bastante. É a novidade e a proximidade que vão falar mais alto. Se houvesse DH na Batalha este ano, certamente teríamos a lista de inscritos dos últimos 10 anos, é perto toda gente anda lá com todo tipo de bikes, mas seria ridículo.Assim passo ao tema seguinte; os percursos. Encontrar percursos não é tarefa fácil e abri-los e torná-los numa pista de DH torna o trabalho ainda mais difícil. Se pegar-mos no regulamento para as provas oficiais, ler-mos e olhar-mos para o que temos por ai, dificilmente encaixava-mos os nossos percursos, ou por falta de extensão, falta de zona de padoc, saltos…e por ai fora.
O típico trilho Açoriano, a descer, tem características muito próprias; single track técnico em pedra ou entre árvores, estradão rápido com lombas liso em terra ou pedra solta (excepto o Pico). Encontrar um misto entre os dois, com extensão, com zonas de gaps, é para esquecer porque não existe esta possibilidade física (com viabilidade), pelo menos em S. Miguel. Aqui faz-se um tipo de DH muito restrito em termos de linhas e opções. Por cá adquire-se as bases, quem quiser algo mais, terá de “esvoaçar”, fazer-se á estrada e ir para fora competir e treinar nos locais de excelência e com os riders de eleição.
A actual organização, mais uma vez, está de parabéns, conseguiu na minha opinião resolver os problemas que foram surgindo de uma maneira muito profissional, embora reconheça que já exista cansaço. Contudo acho que o DH é a disciplina do ciclismo onde se sentem mais á vontade e descontraidos (no bom sentido). Para isto contribui o grande conhecimento pessoal entre todos os intervenientes, a amizade e o respeito que tem havido desde sempre. Não nos podemos esquecer que o DH regional é uma família unida e foi um disciplina que, principalmente, desde 2006 meteu no ciclismo muita gente jovem. Estou convencido, que será no futuro a modalidade preferida dos actuais miúdos dos escalões de formação das escolas de ciclismo. Por isso, a modalidade irá continuar a existir e nunca deverá ser menosprezada e diminuída no panorama actual. Em termos de futuras organizações acho que não devem ser os mais “velhos” a avançar, estes sim devem dar espaço e incentivar os mais novos. Actualmente temos eventos organizados por jovens de grande sucesso (DHU). Quem tem a capacidade de bater ás portas e colocar de pé eventos de âmbito nacional, está mais que apto ou aptos a organizar qualquer taça regional de DH. São novos, criativos trazem novas dinâmicas, novas ideias e isto é o fundamental para evolução de qualquer actividade.
Sabia que existiam bons trilhos, porque já tinha pedalado por cá, mas já não me lembrava o quanto eram exigentes. Este assunto (entre outos) foi tema de conversa com o "kadete" Paulo Rebelo (na versão pescador) e o Mario "Sabone" que fazia a sua estreia nos trilhos das Flores, durante o vôo de 40 minutos.
Um dia de verão aquardava-nos á chegada e depois de montar as bikes, fomos directos para um dos melhores trilhos da ilha.
Flores são uma espécie de S. Jorge em versão "all mountain", a suas similaridades têm ver com o tipo de piso, todo em pedra encaixada com coberturas diversas (erva, limos, folhas...), se chover não consegues subir e a descer vais cair.
O visual simplesmente deslumbrante faz-nos companhia durante qualquer trajecto, com vistas magnificas sobre a montanha e o mar.
O nível de difículdade técnica está entre o médio e o elevado dependendo, da velocidade a que se rola a descer. As subidas além de serem bastante técnicas são extremamente fisícas com sectores algo longos para as geometrias "enduro".
A base ideal para uma estadia tranquila e no centro da extensa rede de trilhos é sem duvida a Aldeia da Cuada situada na Fajã Grande. Um local rural de alta qualidade onde podes sair a pedalar e entrar directamente nos mais exigentes trilhos das Flores.
Só tenho pena de não ter descoberto e rolado num verdadeiro DH trail, a mãe natureza não permitiu, fica para a próxima.
Devo registar que foi aqui que se realizou o primeiro DH nocturno e uma das primeiras demonstrações de saltos da pequena história do nosso desporto.
Acusaram á má fila o nosso Blogzinho de incentivo a práticas ilícitas, destruição, violação da natureza….etc. Promoveram-se entrevistas com altos responsáveis da matéria, deram-se pareceres, foram comunicados para um lado, pedidos de desculpas que nunca chegaram, enfim uma verdadeira telenovela de baixo orçamento que deliciou os olhos de muita gente.
Segundo o
A justificação é a de não pisotear a vegetação pois ali existem plantas endémicas. Então pá, eu também quero! Afinal os construtores das paletes tinham razão; voa-se pelo ar e não se pisa as plantas. Vamos mas é propor a construção de “shores” pela Barrosa abaixo, começando já pelo caminho dos três irmãos que está todo esburacado e passam por ali dezenas de bikers e turistas pedonais e não entram na cratera, que tal? Depois dos sinalizadores em aço inox para a montanha do Pico já acredito em tudo.
Logo esta vegetação caída que é impossível ser removida é reutilizada na construção de passagens de diversas formas e feitios.
A moda pegou e os shores são uma atracção turistica da região gerando a entrada de biliões de dolares na economia local.
Filho do conhecido ciclista Faialense Ivo Correia, Pedro desde cedo seguiu as pisadas do pai no mundo das duas rodas, disputando diversas provas de caracter nacional (xc e estrada), chegando mesmo a viver e a treinar numa equipa de estrada no continente.
Sendo um rider com um nível técnico acima média mais tarde dedicou-se ao DH e ainda andou no Motocross actuais modalidades de eleição. No Inverno quando não tem parceria para as bikes a KTM 450 faz-lhe companhia nas trialeiras do Faial.
Para quem não sabe Pedro foi o vencedor da primeira edição do DH da Maia. Sempre na galhofa, atirado nas descidas, hard, punk, rock, metal a abrir na carrinha para animar antes da descida caracterizaram o espírito que se viveu por aqui.
Para além disto tudo o homem "bota pra baixo" na bateria e nos "samplers" na sua banda Punkada e ainda em dois projectos mais "soft".
