domingo, 19 de julho de 2009

A Ilha Branca.

Estamos a norte das restantes ilhas do grupo central e do cimo do Pico Timão podemos avistar alguns dos cumes que além mar já descemos. Desde o "punk ride" do Faial ao "folk ride" da Terceira passando pelo "pop e Heavy ride" do Pico e S. Jorge chegou a altura de desfrutar o "chill" da Graciosa.
Trilhos descontraidos e de grande enquandramento visual, fazem as delícias de quem gosta de um freeride longo de final do dia. Com o pico mais alto na casa dos 400 e tal metros podemos contar com boa visibilidade sobre os recantos mais belos da ilha.
A presença do asfalto é grande e fiquei a imaginar como seria andar em certos locais antes da invasão da "ameaça" negra que já entra bem no coração dos trilhos desta ilha. Para quem gosta de "estrada" tem agui um futuro centro de estágio.Mas não se enganem, este local tem as suas dificuldades. Com um pouco de imaginação e depois de alguns reconhecimentos pode-se encontrar alguns trilhos bem interessantes que culminam todos eles numa zona de "banhos" de mar, aí o relaxamento é garantido, nas cristalinas águas da ilha branca.
Bike Apoio: CARREIRO&COMP.LDA/SPECIALIZED

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ponte de Lima - Rescaldo 1


Pesquisa fotográfica: João Pacheco.

Tá feito, pró ano á mais.

"epá a meta é ja aqui"


“…melhor conselho p/ ti, que te dou, é quando houver o "primeiro esticão" vê bem quais são os adversários/colegas que estão ali ao pé de ti...e vai na roda deles ;), não os largues por nada, pq n há nada pior na estrada que ficar no alcatrão sem ninguem p/ ir trocando a roda.”

Palavras sábias do Rui Dias que adivinhava o que me iria acontecer. Depois de um arranque algo lento e de ter levado algum tempo a colar no pelotão eis que a 500 m antes de se começar a descer na zona do Mosteiros, alguém decidiu acelerar, e pronto…”here I go again on my own…” até ao fim da prova.
Foi um bom contra relógio individual onde não se via um palmo á frente do nariz em certas zonas, onde se apanhou gado, tractores, carrinhas, lama, me..da, muita me…da, chuva e sol na “cachola” com vento de frente para finalizar a estafa.
Na impossibilidade de correr no Nordeste ficou concluída a minha incursão anual nas estradas de Stº António.
O nível está alto e ainda bem, quer dizer que o pessoal anda a levar a coisa a sério. No entanto esta prova abre um precedente em relação a condições meteorológicas de competição. Quem compete naquelas condições em estrada compete em qualquer condição numa prova de XC, onde o circuito é fechado e não está sujeito a qualquer influência externa que ponha em perigo os atletas. Por isso a partir do ultimo sábado sou contra qualquer tipo de cancelamento de provas devido ao estado do tempo excepto em caso de furacões, tsunamis, abalos sísmicos e erupções vulcânicas ou alerta da protecção cívil.
É de salientar o trabalho de alto nível da UCI e dos Motards que foram espectaculares.
Parabéns ao Davide, Jorge e ao Almeida que protagonizaram, na minha opinião, o momento ciclístico do ano captado pela lente do DJ Sousa.
Para o ano á mais estrada até lá faltam os 230 km da volta á ilha num só dia lá para os lados de Agosto.

Cãibra nº 10.999

domingo, 12 de julho de 2009

Ponte de Lima - Dia 3 - Os Resultados

Está concluida mais uma participação da NOSSA SELECÇÃO no Campeonato Nacional e as coisas não poderiam ter corrido melhor depois de alcançado um podíum Açoreano.
Mais uma vez o Nando esteve em grande e mostrou que é um dos melhores downhillers Nacionais e talvez Europeus, com idade acima dos 40 anos. Após uma entorse do tornozelo contraida no dia de treinos Nando tira o crono de 3:29:304 o que lhe dá o segundo lugar da classe e o 138º tempo da geral.
Em grande forma esteve também o vencedor da Taça anima 2009 Francisco Bettencourt fazendo o tempo de 3:15:181 que lhe deu o 63º tempo á geral e o 33º lugar na classe elite. Foi uma excelente prova do Chico a mostrar que é o atleta a bater no nosso DH Regional. O segundo Açoriano mais rápido foi o António Jorge que tirou o 115º lugar, 56º elite com o crono de 3:24:187. Surpresa para muitos, mas não para mim, foi o junior Álvaro Pereira, sendo o 3º melhor Açoreano em 124º lugar da geral, 21º junior com o tempo de 3:25:883.O "team leader" Nuno Narciso ficou logo atrás com a 135ª posição com o tempo de 3:28:522. O mais "novim" do gang Pedro Torres foi o 25º cadete mais rápido em pista com o tempo 3:48:720 o que lhe deu direito a um 190º lugar na tabela final. A fechar a participação da equipa ficou o Mark com o 192º lugar sendo o 40º junior com o tempo de 3:48:932.
Participaram nesta prova 222 atletas sendo a mesma vencida por Cláudio Loureiro que deu 5 segundos ao Emanuel Pombo que fez 2º, em 3º ficou um junior de seu nome Francisco Pardal e em 4º ficou o "irmão pijama" mais velho Marco Fidalgo.
Segundo o Narciso a prova teve um nível muito elevado e com malta muito nova a andar muito, só para terem uma ideia, o 1º cadete faz 13º á geral.
Penso que é uma participação positiva que enche de orgulho a recém nascida ACA.
Para o ano á mais, até lá temos o Nacional de DHU em Ponta Delgada e depois férias onde recomendo descanço e ideias novas de modo que o DH Açoreano dê um passo á frente.
Parabéns a todos.

sábado, 11 de julho de 2009

Ponte de Lima - Dia 2 - Os treinos

Hoje não há registo em fotos, o tempo foi passado a treinar.
A pista é um espectáculo, com pouca dificuldade técnica mas muito rápida, tem umas excelentes zonas de pedras, buracos e pequenos releves, os saltos, existe dois Road Gap's um voa-se baixinho e outro já se anda noutras alturas, todos os Açorianos estão a saltar os dois. Com as passagens de perto de 200 atletas as coisas vão ficando piores e ainda mais duras juntamente com o pó e calor ( é só perder peso ).
Todos adoram a pista, a maioria fez umas 7 a 8 descidas hoje, mas houve quem precisasse apenas de uma para treinar...
No final há um lesionado, o Nando que está em duvida para competir amanha, colocou o pé mal no chão e parece que tem um entorse ou algo assim.
Para a amanha há quem diga que vai haver surpresas na classificação, será que é um pódio de algum Açoriano!?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ponte de Lima - Dia 1 - O Percurso.

Chegadadinhos ao local da prova o nosso team não perdeu tempo e fizeram-se ao percurso. Segundo o nosso correspondente de serviço, as primeiras impressões são positivas, revelando-se o traçado muito rápido, largo com boas opções, 2 gaps espectaculares. As minhas suspeitas confirmaram-se e a mata das fotos tem um solo algo mole por isso vai haver muitos regos, mas nada que a malta não esteja habituada. Amanhã preve-se um longo dia de treinos por isso neste momento já tá tudo jantado e a modos de dormir, lol.
A principal notícia que corre por aqueles lados prende-se com o despedimento de Emanuel Pombo do team Run&Bike. Pombo é simplesmente o actual campeão de DHU e neste momento está em 1º na Taça de Portugal. Vamos tentar confirmar esta notícia e continuar a acompanhar a evolução da NOSSA SELECÇÃO.
Entretanto ficam mais algumas fotos do percurso já marcado.
A malta a preparar-se para o passeio, António a manter-se hidratado com uma aguinha de luso.
A típica conversa do "eu ia por ali...por aqui corta caminho..."
A pedras agora com fitas.
A rampa de lançamento, vá lá que ao final do dia o sol dá nas costas e não nos olhos.
A recta da aterragem, como podem ver, espaço é o que não falta para travar, se o gap fosse em S. Miguel a recta era mais curta porque têm sempre umas "conteiras" á frente para amparar a queda.
Pela direita ou pela esquerda? Hê mê ric ôme, é sempre pá frente, a dá pá chapa.As matas inclinadas dos regos e com pedras. Lá embaixo acaba a prova, entretanto á que pedir autorização á torre de controle para mais um vôo.

"Here I go Again"

O tema dos "late 80's" da banda de Hard Rock Whitesnake vai servir de inspiração para a loucura deste fim de semana. Vai ser lindo!! Bem, desde o ano passado que decidi que anualmente iria fazer uma prova de estrada, a escolhida seria a do Nordeste (simplesmente magnífica e desafiante). Fui motivado também, pelo facto de nunca nenhum (é o que consta) Açoreano ter feito na mesma época a três disciplinas do ciclismo Federado. Só o Jorge este ano repetiu o feito, sendo até agora, o unico rider a ter vitórias no seu escalão nas três vertentes, mas em épocas diferentes.
Adoro ver Estrada, gosto das bicicletas e do esforço de andar de Estrada, não gosto do asfalto, do trânsito e detesto a disciplina e o rigor que é necessário quando se quer competir na estrada, mas admiro quem o faz.As minhas características XL não encaixam de maneira nenhuma no perfíl 86-60-86 dos estradistas, bem como naquela depilação e tretas de beleza adjacente. A lycra ainda vai, mas o resto, simplesmente não condiz com a minha maneira de ser. LOL
Brincadeiras á parte, a depois do sucesso do XC em 2009 estou perfeitamente convencido que a Estrada vai ter em 2010 ou ainda mesmo este ano, a sua melhor época, mas como acho que ainda não existem mais de 100 bikes no activo a rolar por aí, aponto 2010 como o "ano da Estrada".
Amanhã vai ser sofrer ao puxar estes 95 kg por aquelas subidas acima com a minha cassete 11-25. Vai doer á isso vai.
Abraço a todos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ponte de lima "course walk"

É já este fim de semana que a nossa selecção se faz á estrada para mais uma edição do Campeonato Nacional de DH.
Já que o Freecaster não transmite a prova e como não temos o Rob Warner a mostrar as secções da pista deixo aqui algumas fotos que encontrei no site do Sousa - Freeridezone.net
Ao que parece a pova começa aqui, pela experiência que tenho de fotos e filmes se na imagem parece-vos inclinado na foto é porque na realidade é muito mais inclinado.Uma zona sempre a abrir, devem meter uns "pulos" pelo meio.Aqui deve ser um salto, por isso preparem-se para voar.
Mais uma zona rápida, pelo menos parece.
Esta secção tem alto aspecto
Esta tem ainda melhor aspecto, (parece uma zona que conheço no Pico) tem ar de ser muito inclinada e aqueles degraus devem ser grandes, puxem bem estas frentes.Uma curva bem bonita na barreira.
Um descida tipo "Gorreana", parece que tem um degrau no fim, pelo menos parece.
Isto aqui deve ser a mata do lado de baixo do caminho que se vê na foto acima, deve ser inclinada qb.
Deve ser a mesma mata, parece-me que esta zona de pinheiros tem o solo pouco compactado, de certeza que se vão formar regos gigantes nesta mata, um belo local para testar umas linhas alternativas.Foi a ultima foto que encontrei deve parece-me uma lomba para levantar vôo, pelo angulo da foto, zona rápida de certeza. A organização a esta altura já deve ter "kitado" este local todo com os mais diversos obstáculos por isso "esperem o inesperado". Aproveitem mais esta oportunidade para ver o que de melhor se faz em Portugal, dignifiquem o DH Açoreano e a nossa Região, espero que se divirtam bastante sem esquecer que estão a participar numa competição e não a fazer turismo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Uma opinião de quem gosta disto...

No final da taça ANIMA 2009 em DH a opinião foi unânime que as coisas foram mais para o fracote em relação a 2008. Em evidência nas mesmas opiniões está a ausência de alguns atletas, a variedade dos percursos do calendário e algum cansaço e vontade de “passar o testemunho” por parte da organização.Vamos por partes.
A entrada e saída de atletas por diversos motivos, é normal em qualquer modalidade, só que a saída de meia dúzia, assim de repente, num universo pequeno faz diferença e a ausência nota-se. Nota-se porque a saída não foi proporcional á entrada de novos praticantes, apesar do sucesso estrondoso de 2008.
Mesmo assim tivemos um campeonato muito competitivo, o “top ten” anda todo de segundo em segundo e os três primeiros por diversas vezes andaram separados por décimos. À vista desarmada anda tudo no mesmo patamar apenas o relógio no fim é que diz que afinal existe uma classificação. O Chico foi um merecido vencedor mantendo a cabeça fria, dando uso a toda a sua consistência e rapidez. O Carlos aplicou-se como nunca e teve o seu melhor ano de sempre, mas terá de aplicar-se pois o António revelou-se uma certeza sendo o downhiller que neste momento tem o futuro mais promissor em termos de rendimento. O António na minha opinião tem uma margem de progressão grande e provavelmente será campeão num futuro próximo. O mesmo posso dizer do Álvaro, já no passado o referi, este jovem tem um potencial brutal e dentro do seu escalão ninguém lhe toca, fez milagres com uma bike muito inferior à concorrência. Se continuar a ter aquela humildade que o caracteriza e vontade de aprender com os mais velhos, vai longe. Este ano também gostei de ver alguns juniores como o Nuno, bem como o João Machado e o Ricardo Lindo a correrem federados pela primeira vez. Do Rubén nem vou falar, porque não sei o que dizer. É uma pena ver um talento natural ...Em termos de listas de inscritos posso apostar que no DHU que aí vem, a mesma vai crescer bastante. É a novidade e a proximidade que vão falar mais alto. Se houvesse DH na Batalha este ano, certamente teríamos a lista de inscritos dos últimos 10 anos, é perto toda gente anda lá com todo tipo de bikes, mas seria ridículo.
Assim passo ao tema seguinte; os percursos. Encontrar percursos não é tarefa fácil e abri-los e torná-los numa pista de DH torna o trabalho ainda mais difícil. Se pegar-mos no regulamento para as provas oficiais, ler-mos e olhar-mos para o que temos por ai, dificilmente encaixava-mos os nossos percursos, ou por falta de extensão, falta de zona de padoc, saltos…e por ai fora. O típico trilho Açoriano, a descer, tem características muito próprias; single track técnico em pedra ou entre árvores, estradão rápido com lombas liso em terra ou pedra solta (excepto o Pico). Encontrar um misto entre os dois, com extensão, com zonas de gaps, é para esquecer porque não existe esta possibilidade física (com viabilidade), pelo menos em S. Miguel. Aqui faz-se um tipo de DH muito restrito em termos de linhas e opções. Por cá adquire-se as bases, quem quiser algo mais, terá de “esvoaçar”, fazer-se á estrada e ir para fora competir e treinar nos locais de excelência e com os riders de eleição.A actual organização, mais uma vez, está de parabéns, conseguiu na minha opinião resolver os problemas que foram surgindo de uma maneira muito profissional, embora reconheça que já exista cansaço. Contudo acho que o DH é a disciplina do ciclismo onde se sentem mais á vontade e descontraidos (no bom sentido). Para isto contribui o grande conhecimento pessoal entre todos os intervenientes, a amizade e o respeito que tem havido desde sempre. Não nos podemos esquecer que o DH regional é uma família unida e foi um disciplina que, principalmente, desde 2006 meteu no ciclismo muita gente jovem. Estou convencido, que será no futuro a modalidade preferida dos actuais miúdos dos escalões de formação das escolas de ciclismo. Por isso, a modalidade irá continuar a existir e nunca deverá ser menosprezada e diminuída no panorama actual. Em termos de futuras organizações acho que não devem ser os mais “velhos” a avançar, estes sim devem dar espaço e incentivar os mais novos. Actualmente temos eventos organizados por jovens de grande sucesso (DHU). Quem tem a capacidade de bater ás portas e colocar de pé eventos de âmbito nacional, está mais que apto ou aptos a organizar qualquer taça regional de DH. São novos, criativos trazem novas dinâmicas, novas ideias e isto é o fundamental para evolução de qualquer actividade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Afinal o esterco está por todo o lado!!!

Mesmo a caminho de Ponta Delgada (das Flores) á vista de tudo e todos encontra-se um outro recanto, não de encanto mas sim de enojar. Trata-se da lixeira munícipal a céu aberto, coisa que já não via, desde o tempo das nossas murtas ou canáda da adutora, nos "rides" do século passado.Logo mais á frente encontra-se a entrada para um trilho (não marcado, nem convém) que possibilita o all mountain mais espetacular que se pode fazer nos Açores (não há imagens).
Provavelmente não existem ambiêntalistas (nem jornalistas) nas Flores senão faziam um passadiço (depois de estudos exaustivos), por cima da lixeira, para não sujar-mos os pés...é claro.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

No Trilho Ocidental

Já fazia quatro anos que não visitava as Flores, para mim, uma das ilhas melhor preservadas em termos de património ambiêntal (excepto as lixeiras a céu aberto).Sabia que existiam bons trilhos, porque já tinha pedalado por cá, mas já não me lembrava o quanto eram exigentes. Este assunto (entre outos) foi tema de conversa com o "kadete" Paulo Rebelo (na versão pescador) e o Mario "Sabone" que fazia a sua estreia nos trilhos das Flores, durante o vôo de 40 minutos. Um dia de verão aquardava-nos á chegada e depois de montar as bikes, fomos directos para um dos melhores trilhos da ilha.Flores são uma espécie de S. Jorge em versão "all mountain", a suas similaridades têm ver com o tipo de piso, todo em pedra encaixada com coberturas diversas (erva, limos, folhas...), se chover não consegues subir e a descer vais cair.O visual simplesmente deslumbrante faz-nos companhia durante qualquer trajecto, com vistas magnificas sobre a montanha e o mar.O nível de difículdade técnica está entre o médio e o elevado dependendo, da velocidade a que se rola a descer. As subidas além de serem bastante técnicas são extremamente fisícas com sectores algo longos para as geometrias "enduro". A base ideal para uma estadia tranquila e no centro da extensa rede de trilhos é sem duvida a Aldeia da Cuada situada na Fajã Grande. Um local rural de alta qualidade onde podes sair a pedalar e entrar directamente nos mais exigentes trilhos das Flores.Só tenho pena de não ter descoberto e rolado num verdadeiro DH trail, a mãe natureza não permitiu, fica para a próxima.
Bike Apoio: CARREIRO & COMP/SPECIALIZED